quinta-feira, 15 de agosto de 2024

ARTE VÍTIMA DA POLÍTICA

 

DESPEDAÇADOS

 

No “berliner tagesspiegel” de 1/08/2024 li que o escritor ucraniano Andrei Kurkov considera que os laços culturais entre a Ucrânia e a Rússia estão cortados. “Este laço está completamente destruído, tanto dentro da Ucrânia como, claro, especialmente para os escritores na Rússia”. A literatura ucraniana em língua russa também já não existe. “Os escritores que continuam a escrever em russo na Ucrânia são ignorados ou atacados verbalmente...”

Também em países da União Europeia, como a Alemanha, artistas, escritores e cultura russa passaram a ser discriminados, a não ser que sejam declaradamente contra Putin!

O que o escritor Andrei Kurkov diz deixa antever, nas entrelinhas, a situação.

Quer-se a arte e a cultura ao serviço do sistema para termos cidadãos convencidos e não se encontrarem sós. Este é, porém, um vírus sem identidade nem passaporte que se pode encontrar em estados democráticos e não democráticos. Tudo deve ser feito em benefício do próprio regime até porque a verdade não tem pernas longas e só parece querer chegar até à própria fronteira. Hoje encontra-se muita gente cega que para não ver nem perceber o que se passa prefere falar da estupidez de tempos passados lavando assim a de hoje com a de ontem.

Muitas pessoas serias já não confiam nas suas percepções porque o mundo se tornou tão estranho.

Porém, quanto mais se examina, mais se vê e menos dependente se fica; a informação que nos é oficialmente apresentada não passa muitas vezes de uma realidade pós-factual, já remastigada.

Parte-se do pressuposto que os pensamentos sujos protetores de negócios sujos não fazem mal e que o discurso feiticeiro ajuda!

Há que ter cautela ao nadar-se no rio de muita informação, pretensamente factual, porque há demasiadas bactérias no fluxo de informação.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9555

LUTA DOS CROMOSSOMAS NA MATRIZ SOCIAL MASCULINA EXPRESSA NOS JOGOS OLÍMPICOS


Interação bidirecional entre genética e cultura: o DNA Gene biológico e o DNA Logos (cultura)

 

Nesta análise ou reflexão surgida depois de observar a questão da desigualdade genética verificada na luta entre a boxeadora italiana e a boxeadora argelina bem como  a resultante discussão conduzida num contexto social de afirmação dos opostos e não do que une, ouso partir da seguinte premissa:

A vida e a sociedade podem ser compreendidas como sistemas interconectados e unificados, nos quais a informação, seja biológica, cultural ou espiritual, desempenha um papel central na criação, evolução e organização do universo. Na perspectiva biológico-física, a transmissão genética através do DNA e a propagação de memes culturais moldam a natureza física e comportamental dos indivíduos e sociedades. Na perspectiva teológica, a noção de que "no princípio era a Palavra" sugere que o logos, ou a informação, é a essência criativa e organizadora da criação (cosmos), refletindo uma interdependência entre o material e o imaterial, o físico e o cultural. A física quântica, ao fazer eco dos mitos e verdades religiosas de maneira científica, reforça a conexão entre essas perspectivas, indicando que tanto a matéria quanto o espírito (e a mente) estão entrelaçadas em um sistema universal de troca e complementaridade. Assim, o desafio contemporâneo reside em realizar ou desenvolver uma visão de mundo que priorize a colaboração e a partilha, em oposição à exploração, garantindo que a evolução seja uma conquista coletiva e não um privilégio de poucos (1) Na relação sexo-género urge a formação de uma matriz social  que afirme não só o princípio natural da evolução mediante a afirmação do mais forte mas integre também a nível estrutural básico o outro princípio da evolução  natural da colaboração.

A boxeadora italiana, Angela Carini, ao ser derrubada nos jogos olímpicos de Paris pela boxeadora argelina, Imane Khelif, desistiu da competição alegando "não ser justa" a luta com a atleta argelina diagnosticada de hiperandroginismo (demasiada produção de testosterona e estrogénio)! Verifica-se que o desporto define claramente o que é masculino e o que é feminino enquanto a biologia por vezes mistura a regra com a excepção complicando a definição e a discussão social...

No desporto refletem-se as questões de ordem física e mental da nossa sociedade. De lembrar será que a natureza nos condicionou a sermos atraídos naturalmente pelo sexo premiando-nos com o gozo e o sentimento de amor, para em contrapartida a recompensarmos com a fertilidade que lhe dá continuidade e podermos continuar a festejar a vida e não pelo género que é uma construção social de caracter mais funcional e organizativo que nos ajuda a viver em sociedade. Daí a importância de se construir uma tolerância não baseada na ignorância nem na desumanidade de não querer ver porque então ela não passaria de intolerância camuflada ao serviço de uma autoafirmação unilateral...

Por vezes há anomalias dos cromossomas tanto na mulher como no homem que provocam desorientação em quem define o homem e a mulher pelo seu aspeto exterior, (homem: pénis e testículos e mulher: vulva e vagina) e dão oportunidade aos que fazem uso da excepção para criarem confusão....

enquanto a observação das pessoas em competição e a verificação do género forem apenas qualificadas pela observação de características externas, as mulheres continuarão a ser discriminadas...

É um caso bicudo, ver-se que também no desporto não é possível praticar-se a justiça desportiva, a não ser que a Organização Olímpica organize as competições a nível de cromossomas ou crie também um modelo de desporto próprio para competidores intersexuais (4) de maneira a possibilitar uma comparação justa do desempenho!...

Para se chegar ao conhecimento mais profundo da realidade é necessário partir-se da interação bidirecional entre genética e cultura: interação do DNA (Gene) com o DNA Logos (cultura).  João diz “No princípio era a Palavra, a informação que ganhou forma na “carne” (Jo 1:1-28)...

Da biologia, conhecemos a transmissão genética que ocorre através do DNA que transmite a informação determinante do desenvolvimento, funcionamento e reprodução dos organismos vivos. Paralelamente ocorre o DNA Logos/informação primordial também cultural transmitida pela linguagem que através da formação de valores, tradições e interação social se transfere de geração em geração e em diferentes biótopos culturais...

Por sua vez a cultura (o Logos) molda a consciência humana e social, influenciando a forma de pensar, sentir e agir dos indivíduos (resultado do DNA (Gene) e do DNA Logos). Como na fórmula trinitária a interação bidirecional resolve o problema da linearidade e da causalidade numa realidade já não binária, mas trinaria (processo espiral) ...

Torna-se necessária, uma abordagem descontraída da realidade humana de forma analógica interdisciplinar, que possibilite a inclusão de biologia, filosofia, teologia e ciências sociais. Assim, à informação genética da espécie nos genes transmitidos num organismo através das gametas (espermatozoides e óvulos) passada através da reprodução, seria de acrescentar a informação da “Palavra” transmitida também através da mente e da consciência social acumulada nas culturas (DNA cultural) e transmitida também a nível do inconsciente...

Na sociedade europeia embora de características muito masculinas observa-se a diminuição da potência sexual (testosterona), acompanhada de uma crescente feminização dos homens nas suas relações sociais e, por outro lado, a pressão social para que as mulheres assumam cada vez mais qualidades próprias do cromossoma Y;  a crescente  diminuição do impulso sexual masculino é acompanhada pelo enfraquecimento do cromossoma Y em homens...

As hormonas naturais aliadas às “hormonas” culturais do mainstream podem levar a enfraquecer os cromossomas devido a uma influência mútua entre genética e cultura...

O cromossoma Y masculino da nossa matriz cultural ocidental conseguiu trofeus em relação a outras culturas, mas querer continuar a afirmar-se dentro da própria cultura contra a indefesa feminilidade da mulher sob o pretexto de querer dar igualdade “muscular” ao ser feminino tornar-se-ia cínico para quem sabe ler nas entrelinhas da sociedade e está consciente da matriz que nos orienta e seguimos deterministicamente... Deste modo transforma-se o que seria jogo em pancadaria física e social, o que leva a desviar do essencial as atenções das populações para assuntos que distraem da política ou de interesses de corporações que se transmitem de geração em geração sem que se possibilite uma evolução qualitativa na sociedade...

Uma cultura verdadeiramente humana e de paz pressuporia mais “cromossomas X “(feminilidade) na matriz social masculina em vez de submeter a mulher à luta masculina de maneira a ela ser condicionada a perturbar a própria feminidade ao ter de integrar de maneira perturbadora o “cromossoma Y” na sua essência feminina; assim o princípio da feminilidade encontra-se em processo de assimilação e não de integração. De facto, assiste-se a uma assimilação da feminilidade pelo modelo estrutural social masculino que se realiza mediante a apropriação da mulher através das funções sociais de características masculinas.

Tendo em conta a interacção do ADN biológico e do ADN espiritual-cultural-mental na determinação da pessoa e da sociedade  e a utilização desses conhecimentos por fábricas do pensamento  que procuram fazer uso disso na neurolinguística para através da manipulação da linguagem criarem uma consciência humana e uma civilização de caracter meramente funcional, não é de admirar   a confusão que se transmite na sociedade para que ela perca o sentido da vida (também espiritual) e abdique do humanismo para que uma pequena elite de forças anónimas servidas por fábricas do pensamento em parceria com a IA possa, a partir do seu Olimpo, dominar toda a humanidade (desvestida já do humanismo e da sua consciência soberana)...

O feminismo ideológico é dominado por cromossomas do tipo Y e por isso atraiçoa a própria feminilidade...

O desenvolvimento económico cria a necessidade de funcionalizar e converter os sexos no sentido de género, isto é, a nível de género o sexo feminino tem de assumir os papéis e comportamentos que a matriz masculina atribuía antes ao sexo masculino...

Esta situação e novos anseios sociais criam a atmosfera propícia a fazer surgir novas interferências (interações) de caracter genético (ADN) natural e de caracter “genético” (ADN) mental/cultural que criam, pouco a pouco, grandes mudanças e uma nova situação física e psíquica (consciência social) ...

Aos  fatores que determinam o nosso sexo (fatores fisiológicos como a genitália, as hormonas e os cromossomos) veio juntar-se o caracter funcional (os papéis) do género...

O mais eficiente seria ir-se transformando, de forma consciente, a matriz social masculina... por um modelo social equilibrado que sem perder a especificidade dos sexos possibilitasse uma matriz masculino-feminina em que as funcionalidades do género não chocassem com as características do sexo...

O conceito do género, como construção social, erra ao querer discriminar mães e „pessoas menstruadas" fazendo tábula rasa das características sexuais biológicas para acentuar as funções sociais e culturais do género tornando-se assim num instrumento de fábricas do pensamento; quer os fixados no sexo quer os fixados no género deveriam dar-se responsavelmente as mãos, porque por trás da disputa outros levam a sua avante; para nos adiantarmos às fábricas de pensamento não podemos continuar a deixar-nos levar pela análise da realidade complexa reduzida a um pensamento binário de caracter polar baseado em afirmação e negação, quando a realidade complexa e a inter-relação sexo-género exigiria uma visão integral (trinitária) e não a instrumentalização de uma ou outra. 

A exigência mais do que óbvia de transformar a matriz social masculina numa matriz masculino-feminina não pode ser reduzida a uma luta de caráter masculino sob o pretexto de se eliminar as desigualdades entre os sexos, especialmente quando isso ocorre às custas de uma repressão ainda maior do princípio da feminilidade. A destruição do princípio ou da realidade da espiritualidade equivale à destruição da feminilidade, redirecionando-a para a masculinidade. Se continuarmos nesse caminho, acabaremos por chegar a um mundo que se assemelha a um quartel e uma sociedade composta apenas de soldados.

Uma observação mais atenta e abrangente da fórmula trinitária da vida, expressa no Mistério da Trindade, poderia nos ajudar a superar o pensamento binário ou de opostos, como cultura-natureza, gênero-sexo, certo-errado, afirmação-negação, matéria-espírito (baseado em uma lógica de causa e efeito, pensamento linear meramente cronológico e histórico). Essa superação nos levar-nos-ia a adotar um pensamento de tipo trinário (também intuitivo e místico), ou de unidade trinitária eu-tu-nós (Pai-Filho-Espírito Santo)...

Na fórmula trinitária, a vida não é concebida em termos de opostos, mas numa perspectiva mais ampla, que pode ser alegoricamente expressa na realidade da feminilidade unida à masculinidade, que, de maneira orgânica e produtiva, se prolonga no filho através do amor. Na Trindade, o amor entre o Pai e o Filho (resumo e mediador da matéria e do espírito) expressa-se no Espírito, que testemunha e permite entrar no mistério da realidade. A estrutura trinitária (triunidade) contém em si as bases para a solução das desigualdades inerentes à visão binária da realidade.

A visão binária ou bipartida carrega a imperfeição de querer "de-finir" (do latim, delinear, traçar a linha que determina o fim) ... A ordenação da realidade em termos binários corresponde à criação de limites em uma realidade que de si é fluida, que não tem limites porque está em contínuo processo de relação e interação (a ordenação binária serve principalmente aos poderosos).

O caráter binário filtra a realidade através do condicionamento de uma mente acostumada a organizar e definir a realidade em termos de opostos, falso-errado, de coisas bem-definidas (limitadas), para dar a impressão de clareza numa realidade que inclui não só a luz, mas também a treva. Dessa forma, contentamo-nos em viver na penumbra, sem perceber que essa é apenas a fronteira formada pelas sombras da luz e da “treva” ....

... aqui faz-se valer o princípio da seleção natural de afirmação do mais forte (masculinidade) e oprime-se o outro princípio também ele natural que é o da colaboração (feminilidade).

Masculinidade e feminilidade passariam a competir apenas em jogo de modo a criar-se um tubo de escape das agressividades mútuas a exemplo do substituto da guerra em jogos olímpicos, etc. ...

No âmbito natural e social pode dar-se uma mudança ou equalização dos sexos (androginia, etc.) devido à influência do espírito (ressonância - consciência social) a nível orgânico, segundo o princípio “a necessidade cria o órgão”. A mutação dá-se devido à mudança de padrões de acção, comportamentos e hábitos dos homens e das mulheres (na redesignação de género também é normal observar-se mulheres mais masculinas e homens mais femininos no comportamento social o que pode contribuir para um processo de transsexualidade natural mas não corresponda a um desenvolvimento natural e saudável em termos de humanidade; daí a necessidade de se ter em conta todos os factores que determinam o desenvolvimento do ser humano e da sociedade evitando para isso obsessões  e fanatismos políticos, religiosos e científicos (Toda a obsessão é cega e falsifica a realidade porque apenas toma em consideração uma parte dela)...

 “Tudo flui. Tudo está em movimento, nada está parado.” como constatava o filósofo Heraclito, 540-480 a.C.: “Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, porque tudo corre e nada fica”. No meu entender o espírito é o leito que tudo sustem e que dá garantia ao desenvolvimento e à continuidade...

Uma sociedade que se entretém demasiado com os problemas estabelecidos por LGBTQI+ (sigla internacional para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais, queers e mais), deixa-se levar pelos seus temas e ao mesmo tempo é distraída dos maiores problemas em via que se encontram nas mãos das fábricas de pensamento e de políticos condicionados a serem parte de oligarquias que vivem bem de temas e agendas por eles confecionados mas que para a generalidade caem do céu...

 

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo

Texto completo e Notas em “Pegadas do Tempo”: https://antonio-justo.eu/?p=9546

 

CORRIDA AO ARMAMENTO COMO NO TEMPO DA GUERRA FRIA

 

Estratégia americana para assegurar a influência e controlo de meio mundo

Os EUA tencionam estacionar na Alemanha mísseis guiados de longo alcance direcionados à Rússia. A Alemanha e os EUA acordaram, sem o parecer da NATO, o estacionamento de mísseis na Base Aérea de Ramstein que a partir de 2026 deve ser apetrechada com sistemas de armas dos EUA:  Tomahawks que são mísseis de cruzeiro com um alcance superior a 2.0000 km para atacar alvos na Rússia e SM-6 que são mísseis multifuncionais. As armas hipersónicas dos EUA voam a cinco vezes a velocidade do som e têm um alcance de mais de 2.500 km. O estacionamento de mísseis de longo alcance dos EUA justifica a ocupação indireta da Europa pelos EUA. Neste conflito, a Europa é que perde, e não os EUA, ao permitir o estacionamento e uso de armas norte-americanas com capacidade atómica.

Notícias relatam que mercenários polacos, georgianos, britânicos e franceses estão a lutar na invasão ucraniana da região russa de Kursk. Uma tal acção dá a impressão que também a NATO poderá querer utilizar armas nucleares. Até agora todas as linhas vermelhas foram ultrapassadas e torna-se difícil definir quem é o Lúcifer e quem é o Diabo!

Uma Alemanha que perdeu a guerra ao invadir a Rússia vem agora reativar o seu espírito militarista a pretexto da guerra na Ucrânia, não se mostrando interessada numa política de conversações. Só será de lamentar que de uma Alemanha meio ocupada passemos a uma Europa toda ocupada a pretexto de uma guerra que não é nossa! Temos, porém, de reconhecer que os nossos governantes estão dependentes da vontade dos grandes e não da nossa (mas que de facto não se expressa!)

Os EUA estão demasiado longe do tiro! O argumento da contraofensiva da invasão da Rússia para conseguir contrapartidas para os ajustes no pós-guerra pode sair-lhe o tiro pela culatra pois no caso de uma guerra atómica Europa será destroçada. Membros da NATO não podem estar de acordo com tal medida (dos EUA e da Alemanha) atendendo à escalada de armamento nuclear que está em jogo.

Deste modo a Alemanha e os EUA asseguram o domínio sobre a Europa. Num mundo a passar de monopolar para bipolar e numa perspectiva de multipolaridade, a Europa fica de mãos atadas e condicionada a ser uma mera acólita dos EUA vendo a sua margem de manobra do comércio limitada aos interesses dos EUA, ao não poder comercializar directamente com qualquer país.

A vontade de guerra é tanta que qualquer pessoa que deseje a paz e defenda conversações entre as partes é difamada como apoiante de Putin ou como membro do movimento russo. Chegou-se a tal ponto da discussão pública que se poderá concluir: Se quer estragar o seu dia, ocupe-se com política!!! Nestas coisas precisam-se nervos fortes!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9552

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

A CRIMINALIDADE AUMENTA DESMEDIDAMENTE EM RELAÇÃO AO INTERESSE EM COMBATÊ-LA

 

2023 registou na Alemanha 8 951 Agressões perigosas e graves com Facas

 

 

De acordo com o relatório de estatísticas criminais da polícia alemã, o número de agressões perigosas e graves com facas foi de 8 951 em 2023. O número refere apenas os casos registados pela polícia.

A Ministra do Interior Faeser apresentou propostas legais para tornar mais rigorosas as leis sobre o porte de armas: "Queremos que as facas só possam ser transportadas em público até um comprimento de lâmina de seis centímetros, em vez dos actuais doze centímetros e queremos uma proibição geral dos perigosos canivetes automáticos".

Para combater o terrorismo e a criminalidade grave organizada, a ministra quer também autorizar a utilização de software de reconhecimento facial.

Os meios de comunicação social e os políticos tentam ignorar ou calar muitas questões para evitar estigmatizar os refugiados e aumentar a xenofobia. Deste modo criam na sociedade percepções diferentes, nomeadamente: a dos beneficiados do sistema que ligam aos jornais e a do povo que no dia a dia está em contacto com os problemas reais! Ignorar o problema poupa os políticos, mas não o resolve; também não ajuda muito a resolver o problema a actual liberalização da concessão de nacionalidade alemã!

O facto é que são sobretudo jovens de origem muçulmana que sobressaem desmedidamente nas estatísticas de criminalidade entre ela a violação de mulheres; e isto apesar da conivência visível em jornais e TV ao evitar dizer a proveniência dos infractores chegando-se ao extremo de em alguns estados federais, as autoridades policiais serem instruídas a não dizerem a origem dos infractores.

A política e os fomentadores da opinião pública mostram-se mais interessados em defender interesses partidários políticos e económicos (de caracter internacional) do que em resolver e defender os interesses da própria população. E os mesmos partidos do arco do poder depois queixam-se hipocritamente do crescimento de partidos nacionalistas. Em vez de tentarem resolver os problemas do país gastam as suas energias a combater um populismo que nasce no povo pelo facto de tocar os interesses de classes partidárias instaladas não interessadas em resolver os problemas que tocam a sociedade em geral porque os recém-chegados são os seus potenciais votantes no futuro.

Por estas e por outras muitos políticos e jornais de influência não levam a sério os receios da população quando esta é que se vê confrontada com agressões na vida quotidiana.

Em vez de a política tentar generalizar certos problemas de caracter islâmico sob a capa indiferenciada dos estrangeiros e deste modo problematizar todos os estrangeiros deveria   elaborar um conceito mais aferido a focos de criminalidade específica e tomar medidas que levem a uma integração dos estrangeiros em vez de assimilar problemas específicos na ordem social.

Não é com ideias peregrinas que se diminui a criminalidade como é o caso da proposta de alguns políticos ao sugerirem uma amnistia ou a oferta de subscrição grátis da Netflix para quem entregue a faca! 

Por estas e por outras se vê como a política se desenraíza e distancia mais do povo e de seus interesses.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9531

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

ELIMINAÇÃO DO LÍDER DO HAMAS

 

 

O assassinato de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, em 31/7, como resposta ao ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, é um ultraje ao Irão por se dar na caverna do leão. Yahya Sinwar considerado arquiteto do ataque do Hamas em outubro, foi anunciado como novo líder político do grupo...

O ataque conseguido faz lembrar uma vitória de Pirro, basicamente uma guerra dos derrotados (semelhante à guerra geopolítica entre os EUA e a Rússia).

O vocábulo Hamas mencionado 60 vezes no Antigo Testamento significa violência, agressão, dano, crueldade ou injustiça...

A Palestina histórica era Gaza, Israel e Cisjordânia; a Palestina actual reivindica soberania sobre os territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e designa Jerusalém Oriental como sua capital.

O território palestino conta com uma das maiores concentrações populacionais do mundo (4,5 milhões de habitantes) ...

Em 2009 viviam 3.000 cristãos na Faixa de Gaza.

Os Ordinários Católicos da Terra Santa expressaram a ideia de um único país chamado Israel-Palestina: ...

A região e seus povos encontram-se em contínuo desafio; o seu destino é deixado aos interesses geopolíticos e às velhas e novas potências emergentes na região. O contexto não dá aso a esperança.

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo e nota em: Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9527

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

PARIS EM ESTADO DE EXCEPÇÃO DURANTE OS JOGOS OLÍMPICOS

 

16 Dias de Esplendor

Nos Jogos Olímpicos de Verão 2024, a realizar-se de 26 de julho a 11 de agosto em Paris, estão envolvidos 10.500 atletas vindos de 206 nações, a actuar em 32 modalidades de jogos. Os atletas lutam por quase 329 medalhas. O custo total dos Jogos Olímpicos de Paris está estimado em 9 mil milhões de dólares.

O grande evento desportivo garante 16 dias de esplendor, mas com alguns lados sombrios nos bastidores.

Para o conseguir, o coração de Paris foi transformado numa zona de segurança com 44.000 barreiras. Antecipadamente, 12.500 sem-abrigo e refugiados foram retirados da cidade de autocarro. Paris deu assim um exemplo e uma imagem na qual certas pessoas não se enquadram. Pelos vistos um problema real numa sociedade que apregoa a chamada diversidade. O movimento Woke, empenhado na subversão social para criação de uma nova consciência social, preferiu aproveitar-se da grandiosa abertura do espectáculo como palco de instrumentalização ideológica para ridicularizar a religião e assim publicitar globalmente a sua mundivisão servindo bilionários que os subsidiam. Lidar com os sem-abrigo continua a ser uma vergonha amarga.

Dado que já tinham ocorrido vários ataques terroristas em Paris, foi lançada uma nova operação de videovigilância.

A maioria dos habitantes locais foi de férias, sendo substituída pelos turistas. Durante os jogos encontram-se 45 mil polícias, na cidade, além de vários milhares de soldados.

Houve também uma preocupação social; de facto, muitos desempregados de longa duração foram contratados nos estaleiros de construção nos locais de trabalho. Houve também muitos conceitos sociais sustentáveis ​​para o uso posterior dos locais construídos em regiões “depravadas”.

Os próximos Jogos Olímpicos de Inverno serão realizados em Milão e Cortina d’Ampezzo em 2026. Os Jogos Olímpicos de Verão de 2028 serão sediados em Los Angeles, que, tal como Paris, será a sede pela terceira vez.

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9523

 

A portuguesa Filipa Martins ficou no 20.º lugar na final do 'All Around' da ginástica artística.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

OS NOVOS TALIBÃS GERADOS E ALIMENTADOS POR NÓS

 

Após um ano sobre a decapitação da estátua de Santo António em Torres Novas (Sto António, o Santo mais popular na Europa e em Portugal), é a vez de outro símbolo nacional ser vandalizado (um dos três momentos que ditaram a nossa independência). Os antidemocráticos wokistas continuam a intimidação. Destroem cultura e símbolos cristãos, como os talibãs. Portugal e a Europa estão a morrer?
A libertinagem conduziu-nos ao nível em que nos encontramos. O problema é que as democracias passaram a ser dominadas pelas minorias e a classe dominante serve-se disso para não ter de serem responsáveis com as maiorias contribuindo também eles para desconstruir o que as maiorias construiram. Da ambiguidade e ambivalência sabe quem manda que delas é que se vive bem!
 
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9518
 
 
 
 
 
 
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